domingo, 13 de janeiro de 2013

1929 - A IRRESPONSABILIDADE AMERICANA


A década de 20 consolidou os Estados Unidos como a nação mais prospera da terra. Seus produtos estavam espalhados pelo mundo. A agricultura e a industria, sobretudo automobilística crescia de forma assustadora. Mais de um terço de todo o ouro existente no mundo estava concentrado nos Estados Unidos. Foi o inicio da era do credito, ou seja, compre agora e pague depois. Isso em conjunto com a invasão de novos produtos ao mercado como eletrodomésticos, automóveis e aparelhos de radio contribuíram para a onda de consumismo que tomou conta do país. Em nenhum momento da história uma nação experimentou tamanha abundancia e conforto material do que os EUA na década de vinte. A onda de consumismo dosada por um hedonismo exacerbado foi a característica mais marcante da sociedade americana do período. Sem duvida representou o auge do capitalismo americano.
O cinema de Hollywood florescia e filmes como “O Sheik” de Rodolfo Valentino e “O Garoto” de Charlie Chaplin fazia enorme sucesso. O Jazz tomava conta das chamadas “melindrosas”, o comercio crescia juntamente com a gigantesca indústria americana. Entre 1925 e 1929 o número de industrias havia crescido de 183.900 para 206.700. Henry Ford, e seu método pioneiro de produção em linha de montagem, colocaram a indústria automobilística em destaque com o lançamento do famoso Ford modelo T. A medicina fazia, pela primeira vez, o uso da insulina no tratamento para a diabetes em 1922. “Nada de Novo no Front” reinava como best-seller do momento, Scott Fitzgerald havia terminado o celebre romance “O Grande Gatsby”, inicialmente reprovado pela critica, mas que se consolidaria como um dos grandes feitos da literatura americana, ao lado de nomes como “Moby Dicky” de Melville. Em 1928 Walt Disney dava vida a seu mais famoso personagem: o carismático Mickey Mouse.
Não foi sem motivo que em meio a tamanho conforto material o nacionalismo americano tenha aflorado de forma proporcional a economia. A consequência mais direta desse nacionalismo foi a proibição da entrada de imigrantes no país. Graças ao puritanismo da sociedade, responsável pelo surgimento de um forte sentimento moralista, foi implantada em 1920, durante o governo de Woodrow Wilson, a chamada Lei Seca onde o comercio e a produção de bebidas alcoólicas foram proibidas. Começava ai a era de ouro dos chamados gângsteres que entre outras atividades se ocupavam de driblar a Lei Seca no contrabando de bebidas alcoólicas em um mercado negro extremamente lucrativo. O mais famoso gangster do período foi o ítalo-americano Alcapone.
E difícil acreditar, se é que alguém acredita, que o único mecanismo que regula as cotações do mercado de valores é a lei de oferta e procura. Conforme escreveu o economista John Kenneth Galbraith “o mais dedicado corretor de Wall Street permite-se eventualmente acreditar que influências mais pessoais pesam em seu destino. Em algum lugar há homens de poder que fazem as ações subir e descer.” O “mecanismo mágico” do mercado de valores teve início ainda durante a primeira guerra mundial: Para sustentar os onerosos gastos com o envio de tropas a Europa o governo americano iniciou a emissão e venda de títulos a população. O cidadão realizava a compra destes títulos que mais tarde seriam reembolsados com juros. Tratava-se de um ardiloso método do governo para sustentar a participação americana no conflito europeu. Não demorou para que homens de grandes ambições vissem esses “investidores potenciais” como alavanca ao crescimento industrial. A ideia de que pudessem usar cidadãos comuns para investirem nas grandes empresas aumentando seus lucros parecia bastante evidente. Atrair esses investidores seria mais fácil do que se poderia imaginar. A promessa de um retorno financeiro expressivo em um curto espaço de tempo atraiu o consumidor americano acostumado a aplicar seus rendimentos em negócios aparentemente lucrativos. Investir na bolsa parecia um investimento tão seguro e rentável que a população recorreu a empréstimos bancários, alguns utilizavam suas economias ou hipotecavam suas casas motivadas pelo “mecanismo mágico” do mercado de valores, cuja base se edificava sobre um desprezível mecanismo econômico: especulação.
A administração republicana do período é uma característica determinante em função de sua postura fortemente protecionista com aumento das taxas de importação e alfandegárias, que em conjunto com o nacionalismo característico do período acabou por isolar os Estados Unidos das demais nações. A administração girava em torno das grandes empresas nacionais e dos bancos sem qualquer controle por parte do governo, que preferia manter os direitos do livre mercado, concentrando desta forma a riqueza nacional em três grupos distintos: empresários, banqueiros e corretores da bolsa – um reflexo evidente da economia capitalista-monopolista.
O funcionamento da economia americana seguia o padrão típico do capitalismo industrial: as grandes industrias monopolizavam o mercado e praticamente extinguiam a livre concorrência; os trabalhadores vendiam sua força de trabalho possibilitando a produção que posteriormente era vendida no mercado. Daí o capital se dividia: parte ia como lucro para os empresários e outra parte era reinvestida na indústria afim de aumentar a produção e obter maiores lucros. O argumento de defesa mais clássico ao mecanismo do capitalismo industrial é o de que uma vez que determinada empresa tenha seus lucros aumentados ela pode, e na verdade deve já que o objetivo e aumentar a produção, engordar o seu quadro de funcionários gerando assim mais empregos, no entanto, a verdade não é assim tão positiva quanto essa ilusória lógica argumentativa.
O ciclo vicioso de produção consequentemente faz com que a produção ultrapasse a capacidade de consumo, pois o aumento do número de empregos não significa aumento de salário, ou seja, o número de trabalhadores aumenta, mas sua capacidade de consumo continua a mesma. Como o mecanismo regulador mais básico de uma economia de livre mercado é a escassez é interessante, e fundamental, a manutenção de uma enorme massa de desempregados no país, pois é justamente essa força de trabalho sobressalente que mantém os salários no nível mais baixo possível. O fato é que demissões em massa motivadas por recontratações a salários mais baixos permite um lucro ainda maior, porem, reduz ainda mais a capacidade de consumo interno, levando o país a exportar para liquidar o exagero na produção. A necessidade de aprimoramento tecnológico visando o aumento da produtividade ocasiona resultados antagônicos em segmentos sociais diversos numa espécie de “destruição criadora”.
Inicialmente a Europa arrasada pela primeira grande guerra serviu como lastro para os produtos norte americanos, porem, com a reestruturação financeira e produtiva do continente o número de produtos importados dos EUA começou a diminuir. Após a eleição do presidente Hoover em 1928 o governo pareceu atribuir maior atenção ao mercado de valores. Nos primeiros meses de 1925 Hoover já se mostrava atento à especulação desenfreada na bolsa. Muitos acreditavam que a eleição de Hoover poderia reduzir o índice especulativo, porem, o que aconteceu foi o exato oposto. Em 7 de novembro, dia da eleição, 4.894.670 ações foram negociadas registrando um aumento de 5 a 15 pontos. No dia 16 de novembro 6.641.250 ações foram negociadas. Apesar de registrar uma leve redução no número de ações que mudaram de mãos o dia 20 de novembro também prefigura na historia da Wall Street como um “dia pesado”: 6.503.230 ações foram negociadas em menos de 24 horas. A edição do Times do dia seguinte dizia: “O mercado de ações de ontem nunca foi excedido na historia da Wall Street.”
No estado da Florida tornaram-se comuns as negociações acerca das chamadas “opções de venda”. A pratica funcionava, a grosso modo, da seguinte maneira: ao invés de adquirir um terreno o especulador comprava o direito de adquirir determinado terreno por determinado valor (geralmente 10% do seu valor total). Dessa forma o especulador ficava livre de uma provável valorização posterior podendo ate revender os direitos de aquisição cujo valor era a quantia paga pelo especulador acrescida da valorização posterior do terreno. Em um trecho do best-seler “1929 a grande crise” o autor John Kenneth Galbraith escreveu:
“O pior dos encargos da posse, seja da terra, seja de qualquer outro bem, é a necessidade de depositar o dinheiro correspondente ao preço da compra. A utilização da opção reduzia esse encargo em 90%. (...) No mercado de ações, o comprador de títulos a termo obtém o direito pleno à propriedade numa venda incondicional. Mas livra-se do encargo mais oneroso da posse – o de adiantar o preço da compra -, deixando os valores com a corretora como garantia adicional para o empréstimo contraído para pagá-la. Outra vez o comprador ficava com todos os benefícios de qualquer aumento de valor – o valor dos títulos sobe, mas o empréstimo que os comprou não. (...) Wall Street, nesses assuntos, é como uma mulher adorável e prendada que precisa usar meias de algodão preta, roupa de baixo pesada de lã e exibir conhecimento culinário, porque, infelizmente, seu talento supremo é como prostituta.”
As ações aumentavam dias após dia e nada parecia indicar o contrario; em 1927 os índices de aumento registrados foram inéditos e surpreendente. Graças a demissão em massa realizada pelas industrias Ford ao colocar fim na produção do ultrapassado Ford T em detrimento da produção do modelo “A”, ocorreu uma ligeira onda de desconfiança, mas cujo impacto no mercado financeiro foi praticamente nulo, ao contrario do que alguns tem afirmado. Após o inverno de 1928 o mercado financeiro começou a apresentar saltos expressivos, ao contrario do crescimento pequeno, mas progressivo, dos meses anteriores. O chamado Federal Reserve System (Banco Central dos Estados Unidos) exercia a função de regulamentação da atividade econômica por meio de um conselho administrativo. Em 1928 o Federal Reserve possuía 228 milhões de dólares em títulos que poderiam ser lançados no mercado produzindo resultados variados. Em 1929 o Federal Reserve tentou aumentar a taxa de juros dos empréstimos para desestimular a especulação, os resultados nesse sentido foram inexpressivos.
No dia 25 de março, uma segunda feira, uma onda de vendas tomou conta do mercado; no dia seguinte o medo levou a uma venda desenfreada de ações: 8.246.740 ações foram negociadas naquele dia. Em junho a produção industrial americana atingiu seu auge e a economia entrou em depressão, anunciando o inicio da queda vertiginosa em direção ao desastre. A confiança no mercado de valores eleva a compra do ações inflando a bolha especulativa. Para que a bolha continue crescendo é preciso manter a confiança no mercado. Quando, por alguma razão, essa confiança se transforma no medo de que as ações se desvalorizem uma onda de vendas toma conta o mercado iniciando uma reação em cadeia: especuladores tentando reduzir ao maximo seus prejuízos lançam suas ações no mercado fazendo seu valor despencar. Quando a bolha finalmente estoura os bilhões acumulados como mágica desaparecem de forma igualmente impressionante.
Não se sabe ao certo o que ocasionou a onda de medo que assolou Wall Street, a única certeza é que essa confiança não se desintegrou da noite para o dia como muitas fontes insistem em afirmar. A bolha já dava sinais de que algo catastrófico estava próximo. Alguns investidores sabiamente retiraram seu dinheiro do mercado de valores temendo o desastre.
Em 21 de outubro uma nova onda de vendas tomou conta da bolsa de valores: 6.091.870 ações foram vendidas. O atraso de uma hora no registrador de cotações só aumentou o pânico. O desastre teve inicio na quinta feira, 24 de outubro, quando um número impressionante de 12.894.650 ações foram negociadas fazendo verdadeiras fortunas desaparecerem. Por volta das 11 da manha o pânico reinava na Wall Street. Antes do meio dia 11 especuladores já haviam cometido suicídio e as 12:30 a galeria dos visitantes foi fechada para não expor o pânico ao público. O caos, no entanto, ficou restrito as primeiras horas do dia. Por volta das 14h à situação já havia se equilibrado graças a interferência de um grupo de banqueiros reunidos nos escritórios de J.P.Morgan e que haviam decidido injetar dinheiro no mercado através da compra de ações preferenciais. A medida fez os preços dispararem, dando a falsa impressão de que a situação voltará à normalidade.
Nas horas que se seguiram uma serie de declarações foram feitas na tentativa de tranquilizar a opinião pública. O presidente do Continental Illinois Bank, Eugene M.Stevens, declarou: “Não há nada na situação dos negócios que justifique qualquer nervosismo”. O próprio presidente Hoover declarou: “Os negócios fundamentais do país, que são a venda de Commodities, encontram-se sobre uma base solida e prospera.”; apenas Franklin D. Roosevelt, que na época ainda era uma apagado governador, deu uma declaração negativa sobre a onda especulativa. Os dias 24 e 25 foram calmos e os valores permaneceram nos índices esperados com quedas insignificantes. Poucos poderiam imaginar que o desastre final começaria na segunda feira, 28 de outubro.
Naquele dia foram pouco mais de 9 milhões de ações negociadas, embora fosse um número bem menos expressivo que os 12 milhões registrados na última quinta feira as quedas foram bem mais acentuadas: as ações do Times caíram 49 pontos, a General Eletric 48, a Westinghouse 34 a United Steel caiu 18 pontos. Novamente o atraso nos registradores adiou o anuncio da tragédia. Das 4h30 da tarde até as 18h30 os banqueiros permaneceram reunidos nos escritórios de Morgan, porem não haveria recuperação do mercado. No dia seguinte, 29 de outubro, terça-feira, foi o mais terrível da historia da Bolsa de Valores de Nova York. Nas palavras de John Kenneth Galbraith aquela segunda feira “combinou todas as más características de todos os maus dias anteriores.” Assim que o pregão foi aberto uma avalanche de vendas inundou o mercado. A queda das ações do Times foram tão acentuadas que anularam os ganhos de todo o ano anterior. Um número assustador de 16.410.030 ações foram negociadas naquele dia. O desastre da Wall Street marcou o inicio do período chamado de “Grande Depressão”: o PIB americano que era de 104 bilhões caiu para 58 bilhões de dólares; foi como se a metade da riqueza nacional simplesmente evaporasse. O número de desempregados, que era de 400 mil, atingiu 12 milhões. Cresceu o número de subnutridos em todo o território americano e a criação das chamadas Hoovervilles – favelas criadas em áreas abertas, inclusive no Central Park de Nova York, com casas feitas de papelão e folhas de estanho. Com a acentuação do típico preconceito racial norte americano os cidadãos afro-americanos foram mais atingidos pelo desemprego. Segundo Kenneth a alegada onda de suicídios que teria se seguido a quebra da bolsa não passa de uma lenda. Embora os índices de suicídios tenham aumentado não seria correto classificar esse aumento como uma “onda”. Em 1928 o número de suicídios em Nova York ficou em torno de 15,7%, em 1929 subiu para 17%, um aumento, segundo Kenneth, pouco expressivo. Em 1929 o número de suicídios em todo o território americano foi de 1331.
A GRANDE DEPRESSÃO
O período de recessão econômica mais longo e desastroso do século XX ficou conhecido com “A Grande Depressão”. Consistiu na perda de estabilidade da economia americana em função da Crise de 1929 que atingiu as economias de todo o mundo.

A Primeira Guerra Mundial (1914-1918) alavancou a capacidade produtiva industrial de modo brusco e insustentável a longo prazo, uma vez que a capacidade de consumo do cidadão permanecia a mesma. Nesse meio tempo a oscilação de preços entre produtos agrícolas e industriais perdeu seu frágil equilíbrio reduzindo o preço dos primeiros na proporção exata de aumento do segundo. Para os países não industrializados, que dependia da exportação de produtos agrícolas, o efeito atingiu tanto sua economia interna quanto o comercio ligado às importações. Como o poder de compra desses países havia se reduzido aumentaram os excedentes industriais acumulados por falta de compradores. A indústria automobilística americana foi uma das mais atingidas pela crise nas exportações em função de seu método de produção, edificado sob o intenso consumo energético e concentração de mão de obra pouco qualificada nas linhas de montagem.
Em 1931 o castelo de cartas, que começou a cair com a crise de 1929, despencou de vez: comparando com os valores de 1929 a produção industrial caiu 53% em países como EUA e Alemanha. O comercio mundial sofreu retração de 35%. A Inglaterra abandonou o padrão ouro fazendo o valor da Libra iniciar uma queda vertiginosa com efeitos negativos em todo o mundo.

Em 1932 o índice de desemprego entre os países industrializados era de 30%; em 1939, talvez o ano mais decisivo do século XX, a taxa media de desemprego mundial era de 11%. A URSS foi o único dos países europeus a manter seu índice de crescimento inalterado. Logo no inicio da Grande Depressão governos de todo o mundo tentaram reduzir a desvalorização de suas moedas adotando o corte nos gastos. Para estimular a economia investiu-se pesado em obras públicas e na indústria de armamentos. A Alemanha e a Inglaterra foram os primeiros a investir na indústria belica; na Alemanha o rearmamento teve motivações econômicas e ao mesmo tempo serviu para alimentar o característico militarismo germânico. Nesse ambiente de crise o nacionalismo ressurgiu com força total, com ênfase especial para o nacionalismo econômico.
O fascismo e os regimes autoritários cresceram, principalmente no leste europeu. O facismo se concentrou na Europa central (Alemanha, Áustria e Itália). Portugal, Espanha, Iugoslávia, Albânia, Grécia, Bulgária, Romênia, Hungria, Polônia, Letônia e Estônia adotaram alguma forma de governo que oscilava entre o conservador e o repressor. Entre os regimes democráticos estavam França, Suíça, Bélgica, Holanda, Reino Unido, Irlanda, Suécia, Noruega, Finlândia, Dinamarca e Tchecoslováquia, que ficou isolada com regime democrático entre as nações do leste europeu. Em pouco tempo esta seria engolida pelo expansionismo alemão de Hitler e suas constantes reivindicações territoriais que culminariam no o inicio da Segunda Guerra Mundial. A seguinte tabela mostra os índices de desemprego em alguns países europeus entre 1929 e 1939:
França – 24,3%
Bélgica – 23,5%
Holanda – 29,5%
Áustria – 26,1%
Polônia – 13,5%
Alemanha – 30,1%
Suécia – 22,8%
Reino Unido – 22,5%
Nos EUA, durante a década de 30, apenas os estados da Califórnia, Nevada, Novo México e Florida tiveram crescimento populacional superior a 20%. Dakota do Norte, Dakota do sul, Nebraska, Kansas, Oklahoma e Vermont registraram crescimento negativo.

O ano de 1933 foi o mais terrível para a economia americana. O New Deal adotado pelo presidente Rooselvelt no ano de 1933, que consistiu em uma serie de investimentos na indústria e auxilio social com objetivo de restaurar a economia aos padrões anteriores a 1929, impediu que o drama americano fosse ainda maior, embora a New Deal tenha fracassado completamente em relação ao seu objetivo original. Com o inicio da Segunda Guerra Mundial a exigência crescente da indústria bélica resgatou os desempregados da condição de miséria, estabilizou a economia e elevou os EUA a condição de potencia mundial. Kenneth apontou cinco características da economia americana como causas diretas para o desastre de Wall Street: má distribuição de renda, má estrutura das empresas, má estrutura bancaria, estado incerto da balança comercial e ignorância quanto aos conhecimentos econômicos. Seja como for o desastre assolou todo o mundo impulsionando inclusive o surgimento de regimes autoritários como o nazismo e o fascismo italiano. Seja como for o desastre causado pelo crash de 1929 apresentou ao mundo não apenas uma forma fulminante de crise do capitalismo como um exemplo tragicamente irresponsável de acumulação financeira da sociedade americana nos “loucos anos 20”.
AUTOR:
TIAGO RODRIGUES CARVALHO

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